Na passada sexta feira parei num semáforo em Santa Maria da Feira (perto da rotunda da "bóla") e fiquei a cerca de 5 ou 6 carros do cruzamento. De repente, reparo numa jovem de carteira ao ombro, cujas mamas se escondiam por detrás das letras D&G, respectivamente, impressas numa t-shirt que, juntamente com as calças de ganga justas, lhe recortavam a silhueta como um jarrão chinês, alto e esguio.
A gaja andava a entregar um papel dobrado ao meio às janelas dos carros e reparei que alguns dos automobilistas o devolviam acrescido de algo que não pude confirmar ser dinheiro. E não pude confirmar porque o filho da puta do semáforo ficou verde quando ela se ia aproximar de mim e o gajo de trás buzinou. Fiquei fodido.
Mas será que ficaria tão fodido se fosse uma cigana remelosa ou um desses cabrões que andam com uma escova e um esguicho a engordurar os vidros ao pessoal? Não!!! E não porque a jovem tinha uma bom plano de marketing correctamente suportado pelos quatro P's:
Pose, Pinta, Peida e Pêssegos.
Tinha imagem e vendia o que quer que fosse a mim ou a qualquer outro gajo. Eu já estava a imaginar ela a limpar-me o pára-brisas com os marmelos e a sorrir com aquele ar de gaja do leste que sabe do que gosta... E não precisava de prostituir-se... Era um trabalho limpo.
De qualquer forma isto só vem provar o que o meu avô dizia:
"Quem tem um pito tem tudo... Quem não tem, tem um caralho!"
Pronto, obrigado e bom dia!
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domingo, março 02, 2008
terça-feira, setembro 04, 2007
O Triunfo dos Porcos
Num destes fim de semana tentei provar a mim próprio que não era racista. Era um desafio ao nível e tentar fazer-me crer que era o super-homem e poderia voar do alto da ponte da Arrábida, e mais, conseguir efectivamente voar.
A estória:
Sábado, estava eu num café em Santa Maria da Feira (tem de ser) que, estranhamente, começou a esvaziar-se dos seus habituais frequentadores. O fenómeno, após algum tempo, acabou por ser por mim decifrado: o sítio começou a encher-se de ciganos. Todos os seres humanos, à excepção de mim, dos donos do café e dos empregados fugiram ao ver ao ajuntamento que se formava de umas criaturas que emanavam um odor acre característico de uma total ignorância do conceito de banho.
Para além disso, falavam alto e numa língua completamente imperceptível com as bocas pejadas de dentes de ouro. Passaram-me pela cabeça diversos pensamentos, entre os quais a solução para os problemas das touradas de morte em Barrancos: substituir os touros por ciganos.
Eu lá fui ficando, de pedra e cal, afinal não é todos os dias que podemos estar no meio dos animais em perfeita comunhão. Ganhei coragem e pedi um hambúrguer. Porém, almocei com a sensação que estaria mais confortável se estivesse a comer mergulhado em merda até ao pescoço nos tanques da ETAR que fica ali por perto. Mas, afinal o que é que eu estava ali a fazer? Afinal sou um cabrão de um racista, o que me dava o confortável direito de poder ir embora.
Contudo, saí derrotado e envergonhado por me sentir tão desconfortável junto a outros seres aparentemente humanos. Mas pelo menos fiquei a saber que não estou só. Todas as pessoas, dezenas delas, que foram ao café entraram, olharam à volta e piraram-se.
O engraçado é que , provavelmente algumas delas leriam este post e comentariam-no, apelidando-me do já familiar "cabrão racista".
Pronto, obrigado e bom dia
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