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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Advertências MUITO importantes

Este não é um blog racista nem xenófobo. Faz-se humor fácil à custa de ideias feitas quando se está com preguiça para pensar. A verdade é que somos muito preguiçosos.
Temporariamente também não é fascista. O Anti-Ciclone está de férias.
A nossa missão é falar de gajas sem sermos machistas, de pretos sem sermos racistas, de paneleiros e benfiquistas sem discriminar e das p... que os pariram sem as insultar.
Ah, mais uma coisinha breve... Nem eu sou o Alvim nem o Zexorcista é o Markl. Ganhem juízo!!!

Pronto, obrigado e bom dia.

terça-feira, setembro 04, 2007

O Triunfo dos Porcos

Num destes fim de semana tentei provar a mim próprio que não era racista. Era um desafio ao nível e tentar fazer-me crer que era o super-homem e poderia voar do alto da ponte da Arrábida, e mais, conseguir efectivamente voar.
A estória:
Sábado, estava eu num café em Santa Maria da Feira (tem de ser) que, estranhamente, começou a esvaziar-se dos seus habituais frequentadores. O fenómeno, após algum tempo, acabou por ser por mim decifrado: o sítio começou a encher-se de ciganos. Todos os seres humanos, à excepção de mim, dos donos do café e dos empregados fugiram ao ver ao ajuntamento que se formava de umas criaturas que emanavam um odor acre característico de uma total ignorância do conceito de banho.
Para além disso, falavam alto e numa língua completamente imperceptível com as bocas pejadas de dentes de ouro. Passaram-me pela cabeça diversos pensamentos, entre os quais a solução para os problemas das touradas de morte em Barrancos: substituir os touros por ciganos.
Eu lá fui ficando, de pedra e cal, afinal não é todos os dias que podemos estar no meio dos animais em perfeita comunhão. Ganhei coragem e pedi um hambúrguer. Porém, almocei com a sensação que estaria mais confortável se estivesse a comer mergulhado em merda até ao pescoço nos tanques da ETAR que fica ali por perto. Mas, afinal o que é que eu estava ali a fazer? Afinal sou um cabrão de um racista, o que me dava o confortável direito de poder ir embora.
Contudo, saí derrotado e envergonhado por me sentir tão desconfortável junto a outros seres aparentemente humanos. Mas pelo menos fiquei a saber que não estou só. Todas as pessoas, dezenas delas, que foram ao café entraram, olharam à volta e piraram-se.
O engraçado é que , provavelmente algumas delas leriam este post e comentariam-no, apelidando-me do já familiar "cabrão racista".
Pronto, obrigado e bom dia