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domingo, outubro 14, 2007

Diário obscuro VIII

“Olá Zexorcista, Dr.Martírio e demais autores deste blog. Esta rubrica está demais e vocês são mesmo uns gajos à parte (…)”



Cara Filipa, em primeiro lugar gostaria de agradecer o facto de teres vindo à nossa humilde tasca e não teres ido embora passado uns segundos. Agradecer também o elogio à rubrica e, acima de tudo, teres reconhecido que somos uns gajos à parte. Pessoalmente, ando a tentar convencer muitas miúdas que sou “um gajo à parte” (partindo do princípio que isso é bom) praticamente desde que nasci e, até ao teu comentário, nunca tinha conseguido enganar nenhuma.



“ (…) o único defeito é a falta de intervenção dos outros dois autores)”



Já participamos o desaparecimento dos tipos à Policia Judiciária. Como não obtivemos resultados estamos a iniciar uma pesquisa por todas as casas de meninas do país. Ainda não conseguimos sair de Bragança e já estamos com problemas de erecção.



“ (…) Nunca comentei, mas como agora vocês se viraram para ajudar os leitores resolvi expor o meu caso. A dúvida que tenho prende-se com o broche. Gosto da palavra, da maneira como as bochechas me enchem quando pronuncio a palavra, para logo depois se esvaziarem enquanto a palavra toma forma de uma vez...”



Bem, embora sem as paneleirices que referes, eu também gosto da palavra. Gosto tanto que até te arranjo mais uma meia dúzia de sinónimos para o sitemetter aqui do tasco dar o tilt: chupadela, mamada, bico, bóbó, chucho, chamada para Tóquio, tirar uma imperial de joelhos, entre outros.



(…) o que eu não gosto é do acto.”



Porra pá, estavas a ir tão bem! Não gostas do acto? Porquê?!



“ Meter o xancho na boca, andar a abanar o pescoço como uma metaleira no cio e depois receber a esguichadela mesmo nas goelas e a pancada no fundo do pescoço, que me obriga a engolir tudo sem sequer ter tempo de vomitar!”



Dass, e essa merda é que é um broche?! A mim parece-me um ritual canibal… e, sinceramente, o último sítio onde eu meteria o meu “xancho” (se isso for o que eu estou a pensar) era na boca de uma canibal. Portanto, acho que estás no bom caminho. Se a intenção é transmitir ao gajo a ideia que não te deve pedir um broche, acredito que os primeiros dez segundos já serão suficientes. Se ele não desistir, trinca-o. Ele é estúpido e merece ser trincado por isso.



“O que posso fazer? Agradeço que me ajudem com os vossos sábios conselhos...”



Ora bem, o que podes fazer para quê?! Se for para mostrar ao gajo que não deve pedir-te um broche acho que já deste bem conta do recado. Se for para conseguir fazer um como deve ser, dou-te umas pistas.
Nunca trincar. Nunca ameaçar que vais trincar. Nunca indiciar a possibilidade de tricar. Para o restante basta imaginar que estás a comer um corneto… MAS SEM TRINCAR PORRA! Quanto à esguichadela, faz muito bem à pele. Esquece o creme de noite que é caro pra burro e vai de aplicar esguichadelas! Se ainda ficarem dúvidas podes contactar uma profissional.

Cit., Filipa in comentário ao “diário obscuro II” – 27 de Agosto de 2007 15:57

P.S.: Nunca subestimes o poder do broche, já contribuiu para a queda de um presidente americano.

quarta-feira, julho 18, 2007

Globalização

Graças ao julgamento do famoso caso das "casas de diversão nocturna", Bragança está novamente no mapa, desta vez sem a publicidade da revista Times. Esse papel fica para nós.
Ora bem, os velhos dos restelo queixam-se que esta é publicidade negativa para a região, mas sem razão.
Vejamos:
Finalmente poderemos acabar com a desertificação do interior. O Porter estava completamente errado ao afirmar que o desenvolvimento do interior passaria pela viti-vinicultura.
Esse foi chão que já deu uvas lá no século XIX.
Há que aproveitar as relações previligiadas que temos com os Palop's para importar putedo, apoiando-nos na sinergia de termos uma mulher como Ministra da Educação, que melhor que ninguém, porque mulher e política, sabe o que é essa coisa da profissão mais antiga do mundo.
Assim podíamos ter a rota do vinho e do bujão de Bragança, a rota dos enchidos e da espanholada da Guarda e, porque não, a rota dos queijos e do broche à angolana de Castelo Branco...
Querem melhor?
O Lado Obscuro da Força a inovar Portugal!
Pronto, obrigado e bom dia.